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Jennifer Lopez é uma das atrizes mais carismáticas que eu já vi na grande tela. Existe algo extremamente cativante em assistir sua atuação. Não é talento, porque ela não é tão boa assim. Me parece algo que nasceu com ela e vai morrer com ela. E eu devo deixar claro logo de cara que é, sim, suficiente para manter o filme pelo menos interessante até o final... mas de resto, não há nada a oferecer. Uma Nova Chance (Second Act, 2018) é simplesmente esquecível.

"Maya (Jennifer Lopez) está insatisfeita com sua vida profissional. Porém, tudo muda com uma pequena alteração em seu currículo e suas redes sociais. Com sua experiência das ruas, habilidades excepcionais e a ajuda de seus amigos, ela se reinventa e se torna uma executiva de sucesso."


Gostaria de começar dizendo que todos os responsáveis por esse filme estão de parabéns. Peter Segal (diretor de "Como Se Fosse a Primeira Vez" e "Agente 86") não é um grande nome de Hollywood, e, se depender desse filme, nunca vai ser. Todas as piores escolhas diretoriais foram feitas. Se a câmera não está diretamente na Jennifer Lopez e deixando ela cativar o público, está filmando algo totalmente desnecessário e vergonhoso. Elaine Goldsmith-Thomas (em seu primeiro trabalho de roteirista) e Justin Zackham (roteirista de "Antes de Partir") são também extremamente culpados por escreverem personagens sem qualquer profundidade ou realismo... e ainda socando um plot twist desnecessário no meio da nossa garganta. 

Eu gostaria inclusive de pedir desculpas para as pessoas que viram o filme comigo no cinema por cada "não, não é possível" que eu fui obrigado a falar em voz alta. Geralmente eu sou expectador silencioso, mas nem sempre eu consigo ficar quieto.

Pessoas andando triunfalmente e caindo logo depois, pessoas mentindo que sabem fazer algo e depois sendo forçadas a fazer esse mesmo algo segundos depois... onde ela SEMPRE pode negar... mas qual seria a graça né? HA HA HA... Hilário. Não tem nenhuma porta da comédia que esse filme não ultrapassou. Ganha pontos por não ter piadas com peidos (o ápice da comédia americana), apesar de ter uma piada péssima com fezes de gato. 


O elenco todo parece ter sido forçado a fazer esse filme. Leah Remini faz o melhor com a personagem sidekick cuja unica função e sonho é ajudar a amiga a se dar bem. Desejos próprios? Jamais. Quem tem tempo para isso num filme sobre alcançar seus sonhos? Tem bons momentos, mas sempre com uma âncora amarrada no pé e puxando pra baixo. E ainda tem a coitadinha da Vanessa Hudgens, que tem apenas uma boa cena no filme todo... E depois é puxada para o PIOR PLOT TWIST DA HISTÓRIA. O resto nem merece ser mencionado aqui.

O filme tem boas cenas no nível corporativo. Boa parte da trama é focada nos protagonistas tentando criar um novo produto de beleza totalmente natural, sem qualquer química. Para alguém que estudou publicidade, como eu, essas cenas pelo menos servem como distração de toda as mancadas ao redor. Eles acertam bastante do que seria necessário, empresarialmente, para desenvolver um novo produto. Inclusive, as cenas de pesquisa e abordagem de pedestres nas ruas foram bem "reais". E eu acho que os elogios a esse filme acabam aqui.


Ao chegarmos ao final do filme, a mensagem é positiva, mas não pelos meios certos. A ideia de "seja quem você é, não importa o que os outros pensam" é ótima... Mas a personagem tirou muito proveito das suas mentiras e mudou sua vida através delas, mesmo tendo o obvio arco do arrependimento no final. Então até a mensagem é torta.

Jennifer Lopez é realmente carismática. Eu comecei dizendo isso e vou ter que terminar dizendo a mesma coisa. O lado crítico fala mais alto quando você para pra analisar o filme, mas é necessário dizer que, durante a sessão, Lopez é boa o suficiente para não fazer você levantar e ir embora diante de tanto absurdo. O filme tá destinado a sessões da tarde ou ser mais um filme perdido no catalogo da Netflix. 

Eu recomendo que esperem isso acontecer e não gastem seus dinheiros. Uma estrela por caridade à Jennifer Lopez, que tira leite de pedra nesse filme.  



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Jogos Mortais encontra Jumanji nesse novo suspense do diretor Adam Robitel, o mesmo de Sobrenatural: A Ultima Chave (Insidious: The Last Key, 2018). E, do mesmo jeito que A Última Chave foi filmado em 2016 para um lançamento em 2018, ESCAPE ROOM foi filmado em 2017 para conseguir, finalmente, um lançamento em 2019. É engraçado pensar que a próxima sensação do momento pode estar pronta e engavetada em algum canto de uma grande distribuidora, só esperando uma boa janela de lançamento...

O filme custou míseros U$9 milhões e já está na casa dos U$110 milhões em arrecadação. Com isso podemos ter certeza que "Escape Room: O Retorno", "Escape Room: Sem Escapatória" e "Escape Room: O Início" devem estar confirmados. Então vamos aproveitar que ainda não estragaram essa franquia milionária...

"Seis estranhos acabam sendo misteriosamente convidados para um experimento inusitado: trancados em uma imersiva sala enigmática cheia de armadilhas, eles ganharão 10 mil dólares caso consigam sair. Mas quando percebem que os perigos são mais letais do que imaginavam, precisam agir rápido para desvendar as pistas que lhes são dadas."


Escape Room não é um filme completamente original em conceito. Existem dezenas de dezenas de filmes onde estranhos que compartilham um passado em comum (geralmente alguma desgraça) são forçados a tentarem sobreviver juntos. A diferença está na leveza com que eles levam o conceito. Enquanto em qualquer um Jogos Mortais, os participantes sabem imediatamente o perigo que estão correndo e o desespero corre solto, em Escape Room parte da adrenalina está em o público ser o único que sabe o verdadeiro risco que os personagens estão correndo. Enquanto pra eles é tudo um jogo que eles querem resolver com pressa, nós estamos carregados pela tensão. É por isso que o primeiro ato do filme é tão interessante. Mas não fica sempre assim...

O elenco é formado principalmente por rostos desconhecidos do grande público. A mais conhecida é Deborah Ann Woll, a Karen Page, das séries da Marvel (Daredevil e Punisher). Todos do elenco tem seus bons e maus momentos, mas nada que distraia da história. Alguns terão um futuro melhor no cinema que outros... mas todos seguirão sendo bons atores de séries de TV. 

Um dos principais problemas do filme é que, a cada obstáculo que é superado, a história fica um pouquinho mais repetitiva e obvia. Existe sempre uma porta, um número para encontrar, uma chave escondida... Isso é feito para que fique o mais perto possível de uma Sala de Fuga real... mas, cinematograficamente, o conceito se desgasta muito rapidamente. Não querendo me repetir, mas Jogos Mortais sempre fez questão de que cada desafio apresentasse uma solução e um risco completamente diferente... O risco em Escape Room é sempre o tempo. Um segundo perdido e todos podem morrer... 


A parte dramática do filme se baseia em quão próximas as histórias dos protagonistas são. Todos tem algo que os conecta. Mas isso, mais uma vez, traz junto um problema: malditos flashbacks. Enquanto a ação ta ininterrupta na Sala de Fuga, as vezes temos cortes bruscos para o passado dos personagens, para que comecemos a juntar as peças da trama... E isso acaba com o ritmo. A emoção vai embora. Não são cenas longas, mas nos tiram do clima de tensão que estávamos. A história deles é importante para certas soluções, mas existe uma cena onde tudo se explica. Se eles tivessem guardado todos os flashbacks pra essa única cena que deixasse o público voltar o filme mentalmente e encaixar as peças... Talvez tivéssemos um resultado melhor.

Para sair de algumas salas, eles necessitam das experiências passadas de personagens específicos... o que faz o roteiro parecer mais oportunista do que realmente é. A gente sabe que, se tal personagem tivesse morrido na sala anterior, eles não passariam da sala seguinte... e sabemos também que isso não ia acontecer. Então essa conveniência prejudica um pouco a história também. 

E se for pra falar do maior problema do filme, temos que falar do maior problema do gênero também. NINGUÉM SE IMPORTA COM QUEM MORRE. O filme tem 1h30 de duração, que é o padrão do gênero e pouquíssimo tempo é gasto desenvolvendo personagens. De verdade, antes dos seis personagens se unirem na Sala de Fuga, nós apenas conhecemos a "história" de três deles... de maneira super rasa ainda. Isso faz com que a morte de um personagem seja apenas o empecilho momentâneo entre uma cena de tensão e outra. É por isso que filmes como Invocação do Mal ou IT - A Coisa fizeram tanto sucesso com público e crítica: souberam usar o tempo para criar momentos genuínos e humanos em personagens prestes a sofrerem. Quando eu penso nesses filmes, é desses momentos que eu lembro. É Ed Warren cantando Elvis para a família amaldiçoada, é as crianças brincando no lago em IT... Enquanto o gênero focar mais em mortes criativas que em contar a história dessas pessoas, a carga emocional vai continuar zero.  


O filme podia ser mais corajoso em o que mostrar? Com certeza. Sua classificação para maiores de 14 anos faz com que as mortes sejam sempre bem limpas... e o gore (com bastante sangue esguichando) geralmente ajuda a distrair de certos problemas desse tipo de filme. Sem isso, é necessário que o roteirista realmente trabalhe.

Mas vamos falar das coisas boas também. Estávamos há um tempo órfãos desse tipo de filme, onde a sobrevivência depende apenas da inteligente e capacidade de adaptação dos personagens. Escape Room diverte, intriga e nos deixa tensos esperando a próxima armadilha. As reviravoltas do filme são guardadas para o final e são ótimas... poderiam ser melhores, mas são ótimas. E existe uma ótima abertura para as sequências antes mencionadas. O problema vai ser manter original um conceito que já acaba bem menos original do que começa.

Escape Room é o primeiro filme de terror do ano que realmente me entreteve. Semana que vem temos a sequência de A Morte te dá Parabéns... e eu confesso que esse eu já amo antes mesmo de assistir. Mas se o dinheiro estiver sobrando e uma diversão entre amigos for o objetivo, Escape Room é mais do que satisfatório. 


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E vocês achando que é a sequência de Avatar que tá demorando demais. HA HA HA!
Glass é praticamente o trabalho da vida de M. Night Shyamalan, que já dizia ter intenções para uma trilogia no ano 2000, quando Corpo Fechado (Unbreakable, 2000) foi lançado pela primeira vez nos cinemas! Então há de se entender a expectativa de muitos fãs do diretor por essa épica conclusão de sua franquia... e, como não há nenhuma indicação no título de que é uma sequência, há de se entender que muita gente vai ver o filme sem saber dos anteriores e sairão reclamando da sessão! 

A verdade é que o filme tem, sim, seus problemas, mas o resultado é nostalgia o suficiente para que os fãs pirem enquanto assistem e, talvez, deixem de lado alguns problemas de roteiro. 

Após a conclusão de Fragmentado (2017), Kevin Crumb (James McAvoy), o homem com 24 personalidades diferentes, passa a ser perseguido por David Dunn (Bruce Willis), o herói de Corpo Fechado (2000). O jogo de gato e rato entre o homem inquebrável e a Fera é influenciado pela presença de Elijah Price (Samuel L. Jackson), que manipula seus encontros e guarda segredos sobre os dois.

Não preciso vir dizer o quão obrigatório é ter visto os dois outros filmes para realmente apreciar esse, correto? Então vamos em frente! A partir daqui, sem spoilers do filme! 


A história começa algumas semanas depois de Fragmentado (Split, 2017) acabar. David, interpretado novamente pelo Bruce Willis, ainda está na missão de se livrar de pessoas ruins uma por vez, mas sem foco em grandes crimes... Com desejo de fazer mais, mas com certas dúvidas. Alias, dúvida é o tema do filme. Toda a trama é baseada em como o ser humano lida com o conhecimento do que pode fazer. O Overseer (nome de herói que David ganha, traduzido como Vigilante) tem interesse em descobrir quem é responsável pelos sequestros recentes de garotas...

Quem assistiu Split sabe que o único responsável possível é A Horda, as 24 personalidades diferentes dentro do corpo de Kevin Wendell Crumb (James McAvoy). E é então que a batalha está formada.. Mas não vai ser simples chegar até o confronto final desses dois personagens que demoraram 19 anos para cruzarem seus caminhos! 

E, com planos muito maiores para esses personagens do que eles poderiam imaginar, está Elijah (Samuel L. Jackson), ou Mr. Glass, que ficou preso em um hospital psiquiátrico por todos esses anos, mas ainda tem algumas cartas guardadas na manga. Como é bom saber que um crossover desses existe sem qualquer necessidade. Corpo Fechado e Fragmentado (tirando a última cena) funcionam muito bem sem ser necessário um crossover. O fato das histórias se unirem simplesmente porque PODEM se unir é maravilhoso demais para ignorar. Nem tudo merece crossovers e spin-offs... mas enquanto for movido por vontade criativa acima de interesse financeiro, pode vir!!


Vamos falar sobre esse elenco fantástico! Todos os protagonistas desse filme estão no topo do seu jogo! McAvoy é uma força da natureza mais uma vez e o diretor dá todas as chances da terra para que ele brilhe. As longas tomadas com a câmera girando e ele trocando de personalidade são algumas das cenas mais incríveis de se assistir. Se em Fragmentado tivemos a chance de conhecer 8 personalidades, em Glass ele interpreta 20 delas. É o tipo de atuação que não se vê todo dia e está ainda melhor do que estava no longa anterior. Parece que McAvoy teve, finalmente, anos para conhecer cada uma das personalidades o suficiente para se tornar intimo. Se tem um aspecto desse filme que é a prova de falhas é a atuação de James McAvoy. Deve ser ótimo trabalhar com um ator tão pronto para dar seu máximo.

O núcleo Corpo Fechado também está incrível. 

Bruce Willis revive facilmente o papel do vigilante da capa de chuva. Ele não tem grandes chances de mostrar atuação, como seus colegas de elenco, mas ele é sempre Bruce Willis. A presença de tela dele é enorme e a ironia que ele tem no olhar realça muito algumas cenas bem simples, como quando os três protagonistas estão na mesma sala juntos pela primeira vez. 

Mas Samuel. L. Jackson é o centro desse filme. Não é a toa que cada título de filme foi focado em um personagem. L. Jackson não tem que provar para ninguém o quão bom ator ele é, mas mesmo assim é como se ele abraçasse tanto cada nuance do Mr. Glass que é fascinante assistir. É a atuação mais real entre os três protagonistas. Enquanto McAvoy está em seu Tour de Force e Willis está mais simplificado, Samuel L. Jackson está levando o filme em frente.


Nos coadjuvantes, temos dois grupos. Os que voltaram, como se tudo estivesse desde sempre planejado, para essa sequência (mesmo depois de 19 anos)... e a novata! 

O filho de David (Spencer Treat Clark), a mãe de Elijah (Charlayne Woodard) e Casey, a garota imperfeita que foi poupada (Anya Taylor-Joy), todos voltam para seus papeis originais! O filme definitivamente não é focado neles, apesar de todos terem seus momentos no holofote. Anya Taylor-Joy é a mais relevante para a trama e utiliza muito bem suas cenas com McAvoy. O futuro dessa garota é brilhante no cinema, apesar de estar demorando um pouco mais do que eu imaginei para o reconhecimento vir, já que estou falando exatamente isso desde que vi A Bruxa (The VVitch, 2015) no cinema. 

Mas é a novata que realmente adiciona nesse elenco como eu não consigo imaginar outra no lugar. Sarah Paulson, que um dia ainda será muito mais reconhecida do que é hoje, domina suas cenas como Dra. Ellie Staple como ninguém poderia. A personagem dela tem a vantagem de ser praticamente uma indireta para todos os mais críticos de Fragmentado, que esperavam um filme sobre psicologia e não um filme de origem de monstro. Ela passa o filme tentando nos convencer de que tudo que vimos nos dois filmes anteriores é explicável... Ao ponto de fazer até o expectador suspeitar de quem realmente tá falando a verdade. 


M. Night Shyamalan simplesmente encontrou seu estilo de novo! A sua maneira de escrever e dirigir, de entender seus personagens e tirar o melhor deles... Esse filme grita Shyamalan! Existem certos aspectos dele que poderiam ser melhor explorados? Com certeza! Cenas em que o "o que acontece" está correto, mas o "como acontece" é bem forçado. Mas acho que isso é sintoma da confiança que Shyamalan tem em si mesmo de novo. Ele fez o filme que ele quis fazer, do jeito dele, e pagou inteiramente do próprio bolso o orçamento de 20 Milhões de Dólares, inclusive usando a própria casa de garantia (de acordo com a revista Forbes). 

O filme pode não ser perfeito, mas é um imperfeito tão autoconsciente que é fácil relevar certas coisas. Vidro responde à críticas de Fragmentado, tem diversas revelações muito bem preparadas, tem um elenco de peso extremamente dedicado... Os aspectos técnicos não ficam para trás. O uso de cores é extremamente inteligente, a fotografia é tão linda que as vezes distrai. É tudo muito Shyamalan. 

"Muito Shyamalan". Tem gente que vai considerar isso uma ofensa. Mas o que Vidro faz é pegar tudo que tinha de bom nos dois filmes anteriores e mesclar quase uma cartã de amor aos fãs que esperaram, sem saber, que uma trilogia de 20 anos acabasse. Tem referências ótimas, tem momentos de extrema tensão, tem momentos leves e (alguns) engraçados... Vai depender do quão aberto você está para curtir o filme. Shyamalan praticamente olha em seus olhos e diz "vai ser absurdo, sim". Dá pra sentir que ele ama cada momento desse filme. É na hora de explorar o intimo de cada personagem que ele brilha, e não nas cenas de ação e confronto. 


A mensagem é clara: Acredite em seu potencial, mesmo quando todo mundo vier provar pra você que ele não existe. Shyamalan vai precisar acreditar bastante nessa mensagem nos próximos anos, já que Glass não está sendo tão bem recebido quanto merecia. A verdade é que ele financiou o seu filme justamente para ter controle criativo total. E fez ótimo uso desse controle. Prefiro ver um filme livre assim do que um filme ótimo dentro dos padrões, limitado, só para agradar todo mundo. 

Shyamalan é e sempre foi um diretor que divide opiniões. Nem Sexto Sentido (Sixth  Sense, 1999) foi aclamado como deveria ter sido. Não é Vidro (Glass, 2019), o seu capitulo final ambicioso de uma trilogia sobre heróis, que vai conseguir esse feito. Mas, gostando ou não, é sempre bom formar essa opinião assistindo e não levar a sério apenas números e estrelas em sites de críticas...
Afinal, nada é mais gostoso do que assistir a um filme divisivo! 



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Já faz muito tempo! A última vez que publiquei algo nesse blog foi em 2016 e foi uma crítica a BATMAN v. SUPERMAN. Três anos depois, eu procurava algo que me fizesse sair da aposentadoria. E então veio Bird Box, o mais novo fenômeno da Netflix... Bom, pode ser uma boa ideia... mas antes eu preciso ler o livro. E ver o filme... e fazer um SUPER POST COMPARAÇÃO! E aqui estamos!!

Eu terminei de ler o livro HOJE. Eu terminei de assistir ao filme NESSE MOMENTO! Então, não querendo alimentar meu próprio ego, mas acho que sou a pessoa mais preparada para falar sobre Bird Box que existe!
   
"Ah, mas tem o autor do livro..." 
NÃO, SOU EU AINDA!

"E o roteirista do filme?" 
Se ele tivesse lido o livro, eu nem ia precisar fazer textão!

Conclusão: Eu ainda sou o mais preparado!

Então vamos ao que importa:

O FILME

Vamos falar um pouco das partes que o filme acertou e errou! Deixaremos pra falar da adaptação um pouco mais tarde. O longa, dirigido por Susanne Bier (que também foi responsável por uma das minhas minisséries favoritas dos últimos anos, The Night Manager), tem bastante cuidado na hora de transitar entre os diferentes tempos e climas da história. Poderia ter sido mais escuro em tonalidade e mais pesado para um público adulto. Falando de um filme sobre pessoas que precisam da escuridão para sobreviverem, ele, ainda assim, é extremamente claro. 

O elenco é um grande acerto em todas as partes. Sandra Bullock (ganhadora do Oscar por Um Sonho Possível) talvez seja a menos dedicada. O filme dá todas as chances pra ela mostrar suas habilidades de atuação, mas elas não são aproveitadas. O que falta em atuação, ela compensa em carisma. Sandra Bullock nunca foi conhecida como ótima atriz, mas é simplesmente cativante de assistir. Sua atuação só não é o bastante quando comparada com outros atores em cena, muito mais interessados.

Sarah Paulson simplesmente domina o filme em suas poucas cenas! É muito claro que estamos vendo uma futura Oscar Winner. Pode não ser nessa década, mas dos anos 20 não passa! John Malkovich e Jacki Weaver brilham em seus papeis, apesar de terem pouquíssimo para trabalhar... principalmente Weaver. Trevante Rhodes é o ator que mais aproveita as muitas chances que tem. Se antes era apenas o ator de Moonlight (filme ganhador do Oscar de 2017), agora ele é um astro de blockbuster e podemos esperar muitos filmes nos próximos anos.
  











Esse filme sofre muito por ter sido lançado no mesmo ano que Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, estrelando John Krasinski e Emily Blunt). O que Um Lugar Silencioso soube fazer magnificamente bem é criar uma atmosfera de perigo até para quem só assistia. No cinema (e posso dizer isso depois de ter pago três vezes para assistir) até os grupos que geralmente conversam no fundo faziam completo silêncio. Apesar da atmosfera de terror ser bem real para os personagens de BIRD BOX, essa atmosfera não nos é passada de volta. 

Temos um bom filme, divertido, que poderia ser muito mais pesado e doloroso de assistir... mas que oferece o famoso "entretenimento na medida certa". Só consigo imaginar como a repercussão seria se o filme fosse um pouco mais gráfico. Isso faria as pessoas gostarem mais do filme ou faria ele ser ignorado como outros ótimos filmes já foram? Será que a formula para um sucesso extraordinário está em não ir longe demais?

LIVRO vs. FILME 


Ok. Aqui a coisa complica. SPOILERS ESTÃO VINDO!!

Já gostaria de começar dizendo que são artes completamente diferentes. Nem tudo que está num livro deveria ir para o filme, nem teríamos tempo para isso! Mas como o filme inventa muita coisa que nunca esteve no livro, eles tinham tempo para tentar serem mais fieis. O livro foi o primeiro escrito por Josh Malerman, e é um romance de estreia muito melhor do que a maioria dos autores pode se orgulhar. 

O maior acerto do livro é a criação da atmosfera, que eu estava falando antes. O livro cria um mundo tão tenebroso e violento que você gostaria de ler vendado! E isso não acaba hora nenhuma. Até quando Malorie está em segurança no retiro, ela tem medo do que pode acontecer. Então todas as vezes que os personagens do filme tiravam as vendas por qualquer motivo que fosse, era muito irritante. Qualquer ambiente ligeiramente fechado já era motivo para tirarem as vendas. No livro, o único lugar seguro para tirar as vendas era a casa, extremamente mais escura e bem menor do que a desse filme. 

O sentimento de claustrofobia em ficar trancado num ambiente pequeno demais para muita gente, com pouca comida e água, enquanto criaturas estão a espreita do lado de fora... esse sentimento não está na adaptação da Netflix. Alguns dos momentos mais tensos do livro são com a Malorie esperando Tom, a única pessoa em quem ela realmente confia, que está fora de casa enquanto ela imagina os mais diversos cenários onde tudo dá errado. É quando a paranoia bate nela e no leitor. Tudo é uma ameaça, inclusive as pessoas da casa, aquelas com quem ela está trancada 24hrs por dia. 


Quando o filme escolhe fazer com que Malorie seja uma heroína de ação com uma espingarda na mão, todo o medo que a gente tem que compartilhar com ela deixa de existir. Todos os personagens do filme estão preparados demais para esse "apocalipse". Comida nunca é algo realmente discutido, só mencionado... Quando vira preocupação, eles simplesmente vão no mercado... e tiram as vendas lá. Soluções e teorias sobre o mundo do lado de fora também são deixadas de lado. Quando eles tem vontade de sair da casa, eles simplesmente saem, sem o desespero que os aflige no livro. 

A maior parte da jornada da protagonista é perdida. Ela nunca esteve realmente sozinha. Quando a irmã morre, ela imediatamente já está dentro da casa onde ela vai passar o resto de sua história. Quando todo mundo morre por causa do Gary no livro, o filme fez questão de deixar o Tom vivo para ter um romance desnecessário e nada desenvolvido. Toda a força da Malorie vem de criar suas crianças sem ajuda nenhuma, preparando-as para o dia que precisariam ir para o rio. A ligação do Rick e do refúgio acontece no dia em que ela perde todo mundo. Ela passa quatro anos treinando as crianças para poderem ajudar na jornada. Desde recém-nascidos treinando a acordar com os olhos fechados. Quando acordavam com olhos abertos, apanhavam. Quando fechados, eram alimentados. Condicionados desde que começaram a existir. 

O clímax do livro acontece durante o parto de Malorie e Olympia. Sim, a mesma cena que não dura quase nada no filme. Greg tortura Malorie e Olympia psicologicamente enquanto todo mundo está morrendo no andar debaixo (por sinal, Greg entrar foi votação da casa inteira. Jogarem a culpa só na Olympia foi muito sujo). Malorie é obrigada a fazer o próprio parto, cortar o próprio cordão umbilical e tampar os olhos do seu filho enquanto as criaturas já estão até dentro da casa. Tudo isso com os olhos fechados, já que (diferente do filme) ninguém abre os olhos sem ter um ótimo motivo para isso! Isso já nos capítulos finais do livro. O filme coloca isso na metade... então parece que depois dessa cena, todo o resto é bem menos importante. A gente já viu os limites da loucura humana... o perigo deixa de ser as criaturas.


Nem todas as mudanças foram negativas. A decisão de não usar animais no filme foi ótima! Apesar dos cachorros em Caixa de Pássaros terem um papel muito importante, é melhor do que colocá-los apenas pra morrer em mais uma apelação para o emocional. Já que nada tem a profundidade que devia ter, é melhor deixar esse clichê para lá! O uso de GPS no carro é algo genial que o livro simplesmente esqueceu que existia... Mas todas as outras mudanças são negativas. 

No livro, o fato dela não ter nomeado as crianças faz muito mais sentido. É um mundo solitário, apenas treinados para sobreviver. No filme, essas crianças cresceram em "família". Tiveram um alicerce maior do que apenas a sobrevivência. Não há motivos para elas não terem nome. O momento em que as crianças ganham os seus nomes foi muito bem adaptado e a atuação da menininha (Vivien Lyra Blair, que eu espero que tenha uma longa carreira) foi perfeita ao ser chamada pela primeira vez de Olympia... uma inocência que estava bem descrita no livro!! 

  CONCLUINDO


Eu poderia passar mais alguns parágrafos falando sobre como a adaptação poderia ter sido melhor e mais fiel... mas a verdade é que existem centenas de maneiras de fazer um bom filme sem ser necessariamente fiel (Stanley Kubrick sabe do que eu tô falando). Bird Box não é nada fiel e, ainda assim, é um filme divertido de assistir. É um filme com conceitos originais, mas poderia ser bem mais original se seguisse o livro e não caísse em algumas coisas feitas de maneira bem mais original por Um Lugar Silencioso (como o sacrifício do pai pela família). Caixa de Pássaros, o livro, também não é muito bem escrito, mas a história é tão boa e criativamente conduzida que a gente releva certos clichês e entende que um romance de estreia deve ser usado para adquirir experiência. 

O importante é que o filme é um dos mais assistidos da história da Netflix, apresentou a Sandra Bullock para uma geração inteira que nunca assistiu Miss Simpatia ou Velocidade Máxima... E, principalmente, deu dinheiro para a Netflix fazer uns 50 filmes mais baratos!! Que venham mais adaptações. 



Quando um filme desse naipe é anunciado, a polêmica já começa a ser formada. Pela primeira vez, Batman e Superman se enfrentam no cinema. E isso poderia dar muito certo... como também poderia estragar tudo de uma vez só. No entanto, o que recebemos não é um nem outro. É apenas um filme extremamente rápido e exagerado que tenta resumir o que deveria ser desenvolvido em anos de filmes em apenas um longa de 2h30m. Divertido, mas, se você esperava algo a mais, pode sair decepcionado.

Gostaria de lembrar que a crítica a seguir NÃO CONTÉM SPOILERS! Leiam sem medo!

Vamos para a sinopse:
O confronto entre Superman (Henry Cavill) e Zod (Michael Shannon) em Metrópolis fez com que a população mundial se dividisse acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne (Ben Affleck) é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Sob o manto de um Batman violento e obcecado, ele investiga o laboratório de Lex Luthor (Jesse Eisenberg), que descobriu uma pedra verde que consegue eliminar e enfraquecer os filhos de Krypton.


Eu comecei a escrever essa crítica na quarta feira, dia 23/03, assim que saí da pré-estreia do filme. Mas eu parei. Porque, apesar de eu saber exatamente o que queria e ainda quero dizer, acho que com essa espera de dois dias para finalmente terminar eu posso ser mais justo com o que vem a seguir. Isso não melhora o filme e nem melhora muito o que eu tenho a dizer dele, mas há um reconhecimento maior de suas forças também nesse momento. Eu não li criticas ainda, apesar de eu planejar responder a alguns comentários lidos por mim nesses dias na internet. Eu não prefiro a Marvel, isso aqui não é uma competição. Se as duas fazem bons filmes, todos nós ganhamos. Agora eu posso seguir em frente

Infelizmente, Batman v. Superman não é um desses bons filmes. Apesar da ótima ideia de finalmente ver um herói pagando pela destruição que causou (algo já explorado em outros filmes, como Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado... mas vamos ignorar isso porque aí já é outro nível de porcaria), o filme falha em manter um ritmo constante. Vai do total êxtase à cenas lentas que não fazem diferença na resolução do filme. É um filme de duas horas e meia que consegue ser rápido demais a ponto de você não conseguir se importar com o que acontece e lento demais pra manter o ritmo esperado desde o começo. Uma contradição constante. 

Os créditos iniciais são lindos e simples. Quase não parece de um filme de ação, e isso foi muito reconfortante. É ali que a ilusão de que você esta vendo algo diferente começa. Mas não dura. Pouco depois, os recortes de cenas aleatórias pra montar um todo começam. A primeira hora de filme parece uma montagem muito ruim de dois outros filmes compilados em um só. Não há uma exploração do que motiva os acontecimentos do filme, porque tudo é corrido. E, mesmo assim, o filme tem tempo de adicionar diversas sequências de sonho que não progridem o filme, só servem para as cenas quietas do filme terem ação antes do grande embate começar. É aqui que a pressa em juntar um universo inteiro de heróis em um só filme cobra seu preço. 



A partir da metade do filme, a batalha tão anunciada começa a se formar. O que aconteceu antes é irrelevante e o clímax esta chegando. O grande problema é que você, se viu qualquer trailer do filme, já sabe o que acontece e o que não acontece. Então, por mais que você queira se empolgar, quando isso é concluído você sabe que foi apenas um Déjà vu de coisas que você já tinha visto. Eu odeio ser o cara chato que vem dizer que o trailer revelou muito do filme, mas revelou! Eu assisti apenas dois das dezenas de trailers e spots e sneak peeks liberados, e ainda assim boa parte do que eu queria que fosse surpresa não foi. 

Não digo que não sobraram surpresas. Uma cena realmente me chocou na metade do filme. E fora ela, há muitos diálogos interessantes (apesar de incoerentes em sua maioria) e boa parte deles são inéditos. Mas são poucas coisas que guardaram para o cinema em relação à ação. Provavelmente foi o medo de mostrar pouco e isso cortar o interesse no filme. Mas não iria acontecer. É bem mais provável que o tanto de cena liberada tenha, na verdade, diminuído a vontade de muita gente! Menos é mais quando se trata de uma batalha épica, desejada por fãs de cinema e quadrinhos por décadas. 


Mas nem só de defeitos vive Batman vs. Superman. Preciso tirar o chapéu para todo o elenco escolhido. Do mais coadjuvante até os mais importantes. Henry Cavill ainda é um ótimo Superman e Ben Affleck nasceu para ser Bruce Wayne. Em poucas cenas na confusão que é a edição final desse filme, podemos ver um ator que se entregou de verdade ao papel e que interpretou cada emoção da maneira que um verdadeiro Batman cansado e maduro interpretaria. Gal Gadot merece toda a boa repercussão que está causando. Ela esta linda, ela está forte e, apesar de uma cena exageradamente sexual perdida no meio de uma das batalhas, o filme foca muito mais em suas habilidades do que em qualquer outra coisa. O cinema vibrou muito quando ela apareceu.

Jesse Eisenberg como Lex Luthor é um show a parte. Não há tempo real de desenvolvimento pro personagem, o que fez ele ter que passar por diversas fases crescentes de megalomania sem real espaço pra explorar cada uma delas. Ainda assim, é notável a evolução do personagem, apesar de não haver motivos reais para isso. Um bom ator com um papel bem confuso, mas que ele realmente tentou interpretar da melhor maneira possível. Suficiente para os buracos em sua personalidade parecerem apenas excentricidade, acima de erros de roteiro? Talvez. 

Amy Adams se esforça pra manter um pouco do foco em si, tentando convencer o mundo de que Lois Lane é relevante para o filme. Lois falha em tudo que tenta fazer e é responsável por algumas das maiores burrices que acontecem, mas ela continua tentando. Enquanto isso, temos Jeremy Irons como Alfred sendo totalmente desperdiçado. Imagino que, no futuro, ele tenha um papel importante em filmes solo do Batman... mas até então foi decepcionante ver um grande ator não tendo espaço para trabalhar. 















Nos aspectos técnicos, o filme é um desastre. Com edição inconstante, computação gráfica excessiva e uma direção totalmente perdida entre que tipo de filme tentar produzir, BvS acerta apenas na sua magnífica trilha sonora. Com Hans Zimmer e Junkie XL se unindo, mesmo quando as cenas estão te matando por dentro, você pode fechar os olhos e curtir composições que merecem indicações ao Oscar. 

Mesmo assim, eu devo dizer que recomendo que assistam ao filme. Apesar de ser mais impressionante aos olhos que ao cérebro, é realmente divertido de assistir. E o 3D vale a pena se quiser profundidade acima de "coisas voando na sua cara". Só esteja preparado para assistir como apenas mais um filme genérico de super herói. Se os grandes nomes na produção e no elenco te deixaram pensar que veria algo diferente, pensou errado. Não é esse o filme que veio mostrar o que a Warner pode fazer pelo gênero. Não é esse o filme que tirou o atraso da DC Comics em se igualar as concorrentes no seu universo cinematográfico. É apenas um bom blockbuster pra se assistir entre amigos e vibrar com as lutas lotadas de computação gráfica obvia. 


E eu preciso dedicar alguns parágrafos para responder perguntas que assolam a internet em relação ao filme:


- Ele é sim um filme totalmente diferente das coisas que a Marvel produz. Isso não é positivo nem negativo, é um diferencial apenas. É um filme sério, não há piadas constantes, não há alivio cômico, e há sempre um mal agouro presente, como se algo muito ruim estivesse por vir. Fora a batalha final que vira um pouco filme de criança, o tom pesado do filme funciona pra história que querem contar. 

- Sim, a batalha entre Batman e Superman não é tão longa quanto a divulgação faz parecer. E eu agradeço muito por isso. Porque eu não imagino que o filme seria mais longo que isso no cinema (apesar de uma versão estendida para o blu-ray ter sido anunciada), então mais luta significaria menos desenvolvimento ainda e mais fatos e acontecimentos perdidos no gigantesco copia e cola que foi a primeira hora. 

- Não, ele não merece a nota ruim que está tendo na avaliação geral dos críticos. Com 30% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme parece ser pior do que é. Ainda é boa diversão, apesar de não levar a lugar nenhum. Mas o filme também não merece a aprovação de público que esta tendo. 70% é coisa demais! Ele pertence ao meio termo. 

No fim das contas, é um filme que tenta ser mais do que poderia ser. Tenta ser a construção de um universo de vários filmes em um só. O desespero por trás de Batman vs. Superman é o que o estraga. Mas, ao mesmo tempo, isso não condena o futuro do Universo DC. A parte de introduzir os personagens foi tirada do caminho. Agora é só seguir em frente e finalmente contar uma história focada DE VERDADE em seu enredo, e não em caminhos paralelos que levam ao nada. Pode ser otimismo cego, mas a verdade é que eu acredito que, quando já se está no buraco, a única opção é ir pra cima! Que venha Esquadrão Suicida!

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WASTED TIME!

Deadpool é o filme de herói que precisávamos! Essa é a melhor maneira de começar essa crítica. Em tempos de fan service, remakes e reboots que nunca deveriam acontecer, ver um filme que é original do começo ao fim, sem perder a simplicidade em momento algum, é algo que deve ser louvado por todos os amantes do gênero. Inevitavelmente, algumas pessoas não gostarão do filme. Provavelmente pelos mesmos motivos que farão milhões amarem. Mas o importante é reconhecer que o surgimento de Deadpool, como o primeiro de uma dezena de filmes do gênero esse ano, acabou de tornar o trabalho dos outros BEM MAIS DIFÍCIL!

A crítica a seguir NÃO CONTÉM SPOILERS! Leiam tranquilamente!
Primeiro, uma sinopse: 
Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.


Desde os créditos iniciais ao som de "Angel of the Morning", você sabe exatamente onde ta entrando. O filme zomba de si mesmo em todas as chances que tem. E isso é revigorante. Mas os verdadeiros heróis do filme, como os créditos iniciais fazem questão de te lembrar, são os roteiristas. Paul Wernick e Rhett Reese escreveram um filme tão puro em conceito e, ao mesmo tempo, tão sujo em realidade que te oferece uma jornada que você nunca teve antes. Ele abraça o impossível e o cotidiano como se eles sempre tivessem que estar conectados. Não importa o que você vê na tela, vai parecer real (talvez não os efeitos do Colossus... mas você acostuma). 

As quebras da quarta parede são constantes. Você não está apenas assistindo o filme, você é parte dele. Um trabalho de imersão tão bem feito que eu fico grato por não terem convertido o filme para 3D. É bom ver que ainda há diretores dispostos a explorar os limites do formato antigo (mesmo que seja mais um motivo financeiro nesse caso). O diretor Tim Miller, apesar de iniciante, entrega um trabalho eficiente e que provavelmente abrirá grandes portas no futuro pela coragem.

Mas vamos falar da parte que todo mundo quer saber. Sim, é tão violento e irônico quanto a publicidade dele fez parecer. A classificação etária brasileira para 16 anos está totalmente correta. Mas, nesse universo caótico do Deadpool, a violência é quase algo natural. Vai surpreender na primeira sequência de ação... depois disso, é só parte do cotidiano. Pelo filme inteiro estar coberto de comédia, não há nada que deixe o clima sério demais, mesmo nos momentos mais pesados. Se mantém verdadeiro à sua essência 


Mas Deadpool não seria nada sem seu par de protagonistas. Duas pessoas que se entregaram por completo nessa insanidade e fizeram uma história de romance se destacar no meio de toda a ação e comédia que o filme entrega. Ryan Reynolds está incrível e pode finalmente fazer o filme de herói que sempre quis. Mas é a nossa brasileira Morena Baccarin que rouba o filme para si mesma. Em todas as cenas que está presente, ela transmite uma sensualidade gigantesca e, ao mesmo tempo, consegue ser inocente em diversas partes. Trabalho belíssimo de uma atriz que ta pronta pra sair do mundo da TV e explorar a grande tela da melhor maneira possível. 

O filme ainda conta com mais dois heróis. O Colosso e a "Negasonic Teenage Warhead" tem seus bons momentos como coadjuvantes e são relativamente importantes para a trama. Serve mais para lembrar o público de que X-Men e Deadpool, apesar de terem tons completamente diferentes, acontecem no mesmo universo. Se a ideia de uma união em um filme futuro funciona, só o tempo irá dizer. Mas espero que isso não signifique infantilizar o personagem, pois seria uma perda gigantesca. No momento, melhor continuar nos filmes solos onde o céu é o limite para o que pode ser mostrado. 

Os vilões, por outro lado, não oferecem o efeito que deveriam. Ajax e Angel Dust não concedem nem um pouco daquele carisma Marvel que muitas vezes faz o público trocar de lado. Não da pra se importar com esses personagens. Totalmente unidimensionais e não parecem ser uma ameaça real hora nenhuma. Estão lá para serem derrotados, e isso fica claro no momento em que aparecem. Mesmo assim, o ponto negativo para os vilões é compensado inteiramente pela atmosfera de zombaria. Deadpool não leva seus inimigos a sério. Nós, como público, só vamos no embalo!


Gostaria de concluir dizendo que é um filme feito para o cinema. Não perca a oportunidade de ver na grande tela. Em casa não será a mesma coisa. O filme se baseia em seu humor infalível, mas dá chance de cada um dos gêneros funcionar por si só durante a trama. Deadpool chega pra mostrar que o gênero tá vivo e começa o ano dos blockbusters com potência total. É amigável com quem já adora o personagem, mas ao mesmo tempo deverá ser fascinante pra quem não conhece. O filme não te força a gostar do personagem. Na verdade, seria compreensível até odiá-lo. Mas é inegavelmente divertido de assistir.

É difícil dizer isso para qualquer filme, mas esse merece todo o Hype que está tendo!

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WASTED TIME!

I have a bad feeling about this...

Quando os direitos de Star Wars foram comprados pela Disney, era certeza que iriam prosseguir com a franquia. E isso me dava muito medo. Mas então J. J. Abrams foi anunciado como diretor, e eu aprendi a ter fé total nele com trabalhos passados. Esperança restaurada, vamos ver no que isso vai dar. Os trailers começaram a sair, eu consegui escapar de 90% dele. Cheguei no cinema nessa quinta feira de estreia sem qualquer spoiler! E por mais que eu sinta que o filme tem muito potencial não explorado, ele inicia uma nova franquia da maneira certa. 

PODEM FICAR TRANQUILOS, A CRÍTICA A SEGUIR NÃO CONTÉM SPOILERS!
Vamos para a sinopse:
Muito tempo após os fatos de "O Retorno de Jedi", encontra-se a Primeira Ordem, uma organização sombria iniciada após a queda de Darth Vader e do Império. O grupo está em busca do poderoso Jedi Luke Skywalker, mas terão que enfrentar outro grupo em busca de Luke: a Resistência, liderada por Leia.


Eu vou começar com o que me incomoda em O Despertar da Força. Por quê? Porque tenho coisas ótimas pra falar sobre ele que simplesmente não vão sair naturalmente se eu não tirar das minhas costas o peso de falar mal do queridinho da semana. Então, por favor, sejam pacientes com esses parágrafos a seguir que o reconhecimento das conquistas do filme vêm logo em seguida!!

Enquanto o filme começa, você vai percebendo as pequenas referências ao Star Wars original. E isso é incrível, você começa a se emocionar pensando na história se repetindo... até perceber que é realmente o que você veio assistir. Uma história se repetindo. Se você assistiu Uma Nova Esperança, você assistiu esse filme. Simples assim. E sinto muito se não posso compará-los aqui, pois não darei spoilers, mas Uma Nova Esperança tem uma influência tão forte nesse que é inegável pra qualquer pessoa que assistiu os dois. 

Qual o problema disso tudo? O problema é que The Force Awakens deixa várias vezes de ser um filme real para ser uma homenagem ao clássico. É um baseado no sentimento nostálgico que você vai sentir depois daquela sua maratona incrível que fez essa semana pra se preparar pro episódio VII. Não é algo constante, e melhora a experiência mais do que atrapalha, mas eu desejei as vezes que o filme falhasse por se arriscar do que ficasse tão no seguro assim. Tem um sentimento meio Jurassic World nele, só que Episódio VII é infinitamente mais cuidadoso e mais inspirado. 

Refazendo um dos filmes mais aclamados de todos os tempos, Abrams pode tirar o seu da reta e entregar algo que já tem certificado de qualidade há 30 anos. Melhor ainda, pode pegar uma história premiada e enfeitar com fotografia de primeiro nível, lindas atuações e efeitos especiais de cair o queixo. Foi uma ação inteligente e esperta para suportar o Hype que existia. Só que um pouco de risco não faria tão mal assim. 


Fora o gostinho amargo de remake, o filme é incrível em diversas outras áreas. E aqui começam os elogios, para a pessoa que já estava me xingando mentalmente. 

Os dois novos protagonistas e o seu sidekick droid roubam a cena completamente. Há uma química real entre Finn (John Boyega) e Rey (Daisy Ridley) que você pode sentir durante o filme todo. Cada cena que os dois se juntam têm um clima "Han e Leia" na trilogia inicial. E por mais que o filme não explore um romance, assim como o original não o faz, você sente que é algo planejado pro futuro. Pode ser um truque, mas nunca se sabe...

O novo droid, BB-8, é o alívio cômico do filme, como o R2D2 já foi no passado. A diferença é que esse tem um enorme apelo para os sentimentos humanos. BB-8 é quase humano e quase uma criança. Instantaneamente você sente a necessidade de cuidar dele e de que ele dure pra sempre na franquia. Um enorme acerto para The Force Awakens, principalmente pensando que na última vez que a franquia recomeçou... tivemos Jar Jar Binks. 

E chegamos então no nosso vilão, Kylo Ren, que esconde um grande segredo... que é revelado pouco depois do começo do filme, o que é ótimo. Tem certas surpresas que não valem a pena manter por muito tempo. Garanto que é mais chocante a revelação no começo do que seria em qualquer outra parte da trilogia. Agora o fã sabe o que esperar, e tem uma certa provocação com o que pode acontecer. E isso é outro acerto em cheio do filme: Saber que suspense as vezes não é a arma certa. 


Fora o fator Nostalgia já citado aqui, eu não enxergo a necessidade do elenco original participando desse filme. Sim, é incrível ver Han e Chewie de volta na Millenium Falcon, mas a presença deles reforça ainda mais o sentimento de Remake presente na obra. E o pior, muitos coadjuvantes extremamente interessantes não tiveram a chance de serem devidamente explorados. Capitã Phasma, que está presente até no poster e foi alvo de polêmicas durante a produção do filme, nem sequer tem um pingo de relevância. Isso levando em conta que o J. J. Abrams disse que ela era a personagem favorita dele no filme...

Pode não ser uma opinião popular, mas os melhores momentos do filme aconteceram antes do Han e do Chewie entrarem na tela. Depois disso, a coisa desanda um pouco. 

Já nos quesitos técnicos, eu seria louco de falar mal. Efeitos de primeira qualidade que em nenhum momento quebram a realidade do filme. Fotografia tão bela com edição tão bem feita que o filme é um show completo aos olhos. E a trilha sonora... o que falar de John Williams? Provoca arrepios em diversas cenas, faz referências musicais a muitos momentos antigos... e, ainda assim, em nenhum momento parece que ele está se copiando. É pura qualidade! E se você não costuma prestar atenção em trilhas sonoras, eu sugiro que algumas vezes durante o filme feche os olhos e só deixe a música fazer o trabalho dela. O sentimento tá todo lá. 

A direção de Abrams é tão dinâmica que o ritmo não morre nem quando acalma para desenvolver a história e os diálogos. Tá sempre presente o sentimento de perigo! Muito mais presente, inclusive, do que na trilogia inicial. Se ainda existiam pessoas que duvidavam da capacidade do Abrams de tomar conta de Star Wars, eu imagino que essa dúvida não exista mais depois desse filme. 


E é claro que eu não poderia terminar essa crítica sem falar do potencial como franquia que Star Wars ainda tem. Para quem não está antenado, esse é o primeiro de cinco filmes que sairão sobre Star Wars nos próximos cinco anos. Ou seja, essa é apenas a porta de entrada pra um universo gigantesco que será novamente explorado. E é esse o grande alívio que esse filme me dá quando acaba. Que, por mais que esse não tenha inovado na história, apresentou novos personagens tão incríveis e tão relevantes que as sequências vão ter muito mais liberdade em fazer algo nunca visto antes. Que a jogada a salvo desse filme foi apenas pra preparar os fãs para os riscos que vêm em 2017! 

É como se fosse uma nova esperança para parar de ser Uma Nova Esperança! Espero não estar enganado. 

No geral, é um filme incrível que eu mal posso esperar para ver de novo. É um inicio seguro para uma nova trilogia, mas que deixa espaço para se arriscar e sair da zona de conforto no futuro.  fDefinitivamente deve atrair milhões deãs novos pra franquia, já que junta o que os antigos fãs amavam nos clássicos com o que os novos fãs amavam nos prequels. É finalmente Star Wars como deveria ser para a nova geração. Assista no cinema e não perca nenhum segundo. A força é poderosa nesse filme. 

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